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A leitura muda seu mundo!

LER – Do Latim LEGERE, “escolher, pegar, colher”; escolher letras e palavras para formar uma ideia.

Num país punido pelo analfabetismo é imprescindível que a preocupação com a formação do cidadão e o desenvolvimento do conhecimento seja indispensável. Diante disso, a contribuição da prática da leitura assume papel fundamental neste desafio.

Ler é a forma mais antiga de aumentar o intelecto, pois não se resume apenas em compreender letras e vocábulos. É descobrir sentidos. É a reinvenção da realidade.

Uma boa leitura nos faz compreender o mundo a nossa volta através de diversas perspectivas e é por meio desse processo que se torna viável construir novos significados a partir de cada objetivo.

Após a explosão tecnológica, que vemos acontecer nas últimas décadas, o hábito da leitura tem diminuído, sendo assim, temos como resultado vocabulários cada vez mais pobres.

Mesmo a sociedade moderna tornando-se mais centrada na tecnologia e na escrita é fundamental que o profissional desenvolva sua prática de leitura para atender às necessidades atuais que o mercado de trabalho exige.

Então, como formar bons leitores? Como torná-los leitores competentes?

O início é a prática social da leitura, ou seja, a família. A criança que é estimulada e motivada em casa para a leitura, sem dúvidas terá uma vantagem diante do outro.

Para que essa prática não seja esquecida compete à instituição escolar dar seguimento a esse processo de desenvolvimento.

Esse estímulo deveria ser base curricular e meta prioritária no âmbito educacional. Infelizmente, em nosso país a leitura não é primordial e por isso deve-se pensar em novas técnicas que conduzam a aproximação do livro e do leitor.

O objetivo principal da escola é oferecer oportunidades de leitura, mostrar as diversidades de gêneros existentes e formar leitores capazes de assumir posições diante do que leem.

Nesse sentido, o papel do educador como mediador de informações é criar situações para o exercício da leitura, para que a mesma produza reações e interações na construção de uma nova visão de mundo.

A proposta, além de desafiadora, tem que ser interessante e proporcionar ao leitor uma autonomia eficiente de entendimento e compreensão.

De acordo com o último dado estatístico de leitura no Brasil, somente no Estado de São Paulo, há cinco milhões de analfabetos funcionais, ou seja: sabem ler, mas não conseguem abranger o que leram.

Com esse indicador triste e preocupante, planos de incentivo devem ser colocados em ação conjunta entre sociedade, escola e família.

Percebemos que a importância do ato de ler dá-se desde os anos iniciais da criança e tem um processo contínuo durante sua formação.

Entendemos, também, que aqueles que não têm oportunidades terão grandes dificuldades, pois seu conhecimento torna-se precário, não tendo uma visão mais extensa acerca dos problemas de seu cotidiano e do que acontece no país e no mundo.

A leitura é essencial, é a mais poderosa ferramenta para que possamos ter opiniões e nos posicionarmos com afinco. É a maior arma existente contra a ignorância, a alienação e a massificação. É a liberdade de pensamento e do raciocínio. É a independência.

Como nos ensina sua etimologia: É o poder da escolha; é pegar o conhecimento; é colher seu fruto.

Ler para quê?

Alguns motivos:

  • Compreensão – Ler e ter a possibilidade de conhecer assuntos diversos.
  • Reflexão – Formar uma ideia própria;
  • Cultura – Conhecer a diversidade, modos e costumes sem mesmo sair de casa. Aprender a respeitar o diferente;
  • Diversão – Sonhar, fantasiar e ter o Universo inteiro dentro de um livro;
  • Conhecimento – Aumentar nosso vocabulário, consequentemente falar e escrever melhor.

Ler para se divertir, para se emocionar, para conhecer outros mundos possíveis e para refletir sobre o próprio mundo”.

Sheila Duarte

Colunista da Revista CAMP SBC.
Pedagoga, graduada em Letras e pós graduada em Gramática e Textos da Língua Portuguesa. Leciona para alunos e aprendizes da Instituição e tem paixão pelos livros e por escrever.

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